16 de junho de 2012

Resenha de "Uma Paixão por Cultura" de Carlos Eduardo Paletta Guedes


Durante toda nossa vida, enfrentamos decisões penosas, escolhas morais. Algumas delas têm muito peso. A maioria não tem tanto valor assim. Mas definimos a nós mesmo pelas escolhas que fazemos. Na verdade, somos feitos da soma total das nossas escolhas. Tudo se dá de maneira tão imprevisível, tão injusta, que a felicidade humana não parece ter sido incluída no projeto da Criação. Somos nós, com a nossa capacidade de amar, que atribuímos um sentido a um Universo diferente. 

Uma paixão por cultura, escrito por Carlos Eduardo Paletta Guedes, é um livro em que o autor conseguiu unir cultura com paixão. Como o próprio nome diz, há bastante coisa sobre cultura, a qual foi retratada de uma forma interessante, porém um pouco chata e cansativa. Nas partes em que ele relata a questão sobre cultura, mais especificamente, compositores de música clássica, o autor abordou algumas coisas que pessoas “não amantes” de músicas desse gênero não entenderiam.

A história gira em torno de Fábio, um advogado que perdeu sua namorada por causa de sua falta de cultura. Logo após o termino com M.L., Fábio conhece Thaís, uma garota atraente e bastante culta. Para conquistá-la acaba mentindo que é um homem com cultura, e isso, com a ajuda de emails de seu amigo Turco. Mas um dia a verdade veio à tona para Thaís, o que resultou em muitos fatos, e, introduzindo assim, mais informações sobre cultura­­ e a tentativa de Fábio de reconquistá-la.

Esse livro é aquele que você olha na prateleira da livraria e pensa: “Deve ser muito ruim, só pelo fato de ter coisas relacionadas à cultura.” Quem pensou isso ao ver esse livro, pensou errado. No começo, é um pouco cansativo, mas você vai lendo e não consegue parar até saber qual será o final dessa história. Estava bem explícito que o objetivo do livro era para falar sobre cultura, e para isso, o autor envolveu um tema jovem: o amor. Do ponto de vista dele, aqueles compositores, aqueles filmes, aqueles livros é que fazem uma pessoa ser culta. Para mim, a pessoa ser culta ou não, é somente uma questão de ponto de vista, porque é ridículo chamar uma pessoa de não culta, só porque ela ouviu e não gostou de Mozart, por exemplo.

Outra coisa que está claramente explícita no texto é que para você ter cultura, o primeiro passo é a apreciação. Realmente. Não adianta de nada você dizer que gosta de uma pessoa, ou banda, ou até mesmo um livro, sem ou menos apreciá-lo. O autor também quis despertar no público alvo o interesse pela cultura, mas não só isso como fazer que enxerguemos a riqueza cultural que nos cerca. Esse livro foi a escola que nos mandou ler, e geralmente eles são bem chatinhos. Já foram sugeridos livros mais bacanas que esse, mas ele, com certeza, entra na lista dos recomendados para a leitura, mas é claro, da lista do colégio.

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